Category: Tecnologia Assistiva

0

Tecnologia Assistiva: Fotógrafa homenageia crianças com deficiência e deixa mães emocionadas

 

Tecnologia Assistiva: Há 25 anos, o dia 3 de dezembro foi escolhido pela Organização das Nações Unidas como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
No domingo (3), é celebrado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A data foi escolhida pelas Nações Unidas há 25 anos. No Brasil, uma fotógrafa encontrou uma forma bem pessoal de homenagear crianças com deficiência, uma ideia que deixou muitas mães emocionadas. Veja a reportagem completa no vídeo.

 

 

Fonte: Fantástico

0

Tecnologia Assistiva: No Geisel, entidade reabilita pessoas com deficiência, vindas de 315 bairros de Bauru, além de demanda de 18 municípios.

 

Eles vêm de todas as regiões da cidade, principalmente dos bairros Núcleo Geisel, Mary Dota, Santa Edwirges, José Regino e Pousada da Esperança 1 e 2, em busca de atendimento gratuito, de qualidade e ofertado principalmente à pessoa com deficiência. Atualmente, 70,7% dos pacientes atendidos pela Sorri são moradores de 315 bairros de Bauru.

Localizada no Núcleo Habitacional Presidente Geisel, a entidade foi fundada pelo pesquisador americano Thomas Ferran Frist, durante reunião entre amigos e empresários de Bauru, e completou 41 anos em setembro de 2017.

Foi a primeira instituição no Brasil a tratar sobre a reabilitação profissional da pessoa com deficiência, abrindo caminhos para a independência e emancipação delas.

“Começamos com 6 pacientes. E, aos 41 anos de história, somamos mais de 41 mil pessoas atendidas”, ressalta a diretora executiva da Sorri Maria Elisabete Nardi.

O Presidente da entidade há décadas João Carlos de Almeida, o João Bidu, lembra, contudo, que os últimos três anos foram os mais difíceis da história. Diante dos impactos da crise econômica, a Sorri viu seu orçamento, a maior parte oriundo de convênios com o governo, diminuir.

No auge, a instituição chegou a abranger mais de 60 cidades. Atualmente, atende 18, além de Bauru. “Essa verba antiga do SUS acabou e fomos obrigados dispensar funcionários. Com isso, a fila de atendimentos aumentou, infelizmente”, cita João Bidu.

Mas com a ajuda de empresas, da população e de clubes de serviços na cidade, a instituição tem dado a volta por cima e, inclusive, expandido alguns serviços.

Passou a ofertar, recentemente, por exemplo, cursos profissionalizantes para pessoas com e também sem deficiência, consideradas em situação de vulnerabilidade e risco.

A SORRI

O Centro Especializado em Reabilitação (CER) Sorri Bauru está organizado em quatro grandes setores: o Núcleo de Reabilitação, o Núcleo Integrado de Pesquisa Desenvolvimento, Fabricação e Dispensação de Tecnologia Assistivas e Produtos Especiais, o Núcleo de Apoio à Gestão e o Núcleo de Pesquisa Científica e Capacitação.

No CER, estão as equipes que cuidam da reabilitação de pessoas com deficiências físicas, intelectuais, auditivas e múltiplas. E também o ambulatório de tecnologia assistiva, que realiza a entrega de órteses, próteses, meios auxiliares de locomoção e outros equipamentos, produzidos, inclusive pela própria entidade (veja mais no quadro).

A porta de entrada para os atendimentos ocorre por meio de demandas dirigidas, oriundas das Secretarias Municipais de Saúde, da Secretaria Municipal de Educação de Bauru e da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes).

Os convênios firmados são com o Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde (SUS) e Sistema Único de Assistência Social (Suas).

PELA CIDADE…

A Sorri também é responsável pelo gerenciamento de 11 equipes, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e dentistas, que atuam nas Unidades de Saúde da Família (USF) espalhadas por Bauru.

 

 

Sorri abraça usuários de toda a região

Entidade atendeu 4,3 mil pacientes em 2017: 3.043 usuários de Bauru e demais de municípios vizinhos que vêm em busca de assistência.

Moradora do Núcleo José Regino há cerca de uma década, a família de André Luiz da Ferrari da Silva, 12 anos, firmou raízes no bairro, o qual não espera deixar tão cedo. O motivo tem nome e endereço na vizinhança: a Sorri. A menos de cinco minutos da casa dos Ferrari Silva, a instituição é o braço direito na vida e formação de André, que frequenta o local desde o primeiro ano de vida, após ser diagnosticado com a Síndrome de Proteus, que causa, entre outros problemas, o crescimento exagerado e patológico da pele, com tumores subcutâneos.

“Ele perdeu metade do pé por causa do problema e usa palmilhas especiais para ajudar no equilíbrio. Também faz fono, passa por psicólogos e terapeutas ocupacionais uma vez na semana. Nunca mudamos de bairro por causa da Sorri”, ressalta a manicure Fernanda Alves da Silva, 36 anos, mãe de André.

Assim como ele, outras centenas de crianças e adolescentes, além de adultos e idosos frequentam semanalmente os atendimentos oferecidos pela instituição. Em 2017, 4,3 mil pacientes foram atendidos em um total de 166 mil consultas.

Deste total, 3.043 eram moradores de Bauru e o restante formado por pessoas de municípios vizinhos, que buscam na Sorri a oportunidade de superar os obstáculos impostos por algumas patologias.

IMPORTÂNCIA

O sorriso estampado no rosto da pequena Samira Cristina Pereira, de 3 anos, resume a importância do serviço e a ansiedade dela pelo que está por vir. Nos próximos 20 dias, Samira ganhará uma órtese para corrigir um equinismo idiopático, que causa o caminhar por meio da ponta dos pés.

“Com a prótese, ela terá uma vida melhor. Tínhamos medo de ela ter algum problema mais grave por causa do encurtamento do tendão que o andar dessa forma causa”, comenta a mãe dela, a do lar Leni de Fátima da Silva, de 36 anos.

APRENDENDO A FALAR

Breno Maicon Teixeira, de 5 anos, mora um pouco mais longe da Sorri, em Guaianás, distrito de Pederneiras, mas foi no Núcleo Geisel, em Bauru, que ele aprendeu a falar suas primeiras palavras, depois que começou a frequentar a fisioterapia e terapia ocupacional da entidade.

“A paralisia cerebral foi causada por falta de oxigenação no parto. Depois da Sorri, ele aprendeu a pegar as coisas e já começou a arranhar algumas palavras”, cita a do lar Greicelei Teixeira, de 32 anos, mãe de Breno.

VOLTANDO A OUVIR

De volta a Bauru, a moradora do Santa Luzia, Isadora de Cássia dos Reis, de 9 anos, passou a frequentar a Sorri no ano passado, depois que foi diagnosticada com surdez de graus leve e moderado. “Ela tinha dificuldade no aprendizado, ficava nervosa porque não ouvia direito o que as pessoas falavam e trocava algumas letras”, comenta a mãe dela, a do lar Edna Maria dos Reis, 43 anos. “O diagnóstico não apontou a causa, o médico chegou a cogitar que poderia ter acontecido por causa de uma infecção que ela teve no ouvido”, completa.

De três em três meses, a garota tem frequentado o setor de audiologia e, agora, aguarda o recebimento de um aparelho com o chamado Sistema FM, que possui uma lapela acoplada e permitirá, por exemplo, que ela identifique melhor a fala do professor dentro da sala de aula.

 

 

Fonte> Jcnet

0

Tecnologia Assistiva: Ancine Estende Prazo a Cinema na adaptação a Acessibilidade

 

Tenconologia Assistiva: A Diretoria Colegiada da ANCINE decidiu prorrogar o prazo para a entrada em vigor de dispositivos da Instrução Normativa nº 128 que tratam da obrigação de provimento de recursos de acessibilidade visual e auditiva nas salas comerciais de cinema. O normativo fixava o dia 16 de novembro para o fim da carência e determinava que 50% das salas de grupos exibidores com mais de 20 salas e 30% dos espaços de grupos com menos de 20 salas estivessem adaptadas até a data. Com a decisão da Diretoria, foi editada a Instrução Normativa nº 137 determinando a data para o cumprimento das obrigações para o dia 16 de novembro de 2018. Também ficou determinado o dia 16 de setembro de 2019 como prazo limite para que todo o parque exibidor brasileiro ofereça os recursos de acessibilidade.

A decisão pelo adiamento foi tomada após as discussões da Câmara Técnica instalada pela ANCINE sobre o assunto. Em março de 2017, a Câmara produziu um Termo de Recomendações que dispõe sobre padrões técnicos relativos aos formatos de produção e entrega dos recursos de acessibilidade. Após a publicação deste Termo, a Digital Cinema Initiatives (DCI), entidade internacional responsável pela gestão do padrão tecnológico de cinema digital, emitiu recomendações relativas à disponibilização de tecnologias de acessibilidade, que conflitam em parte com o documento final da Câmara Técnica. Para dirimir as divergências, a ANCINE decidiu então reabrir os debates da Câmara Técnica sobre acessibilidade com o intuito de amadurecer as discussões e buscar uma solução consensual.

Na primeira reunião após seu reestabelecimento, em 27 de outubro, os membros da Câmara propuseram à ANCINE a prorrogação, por um ano, dos prazos das obrigações incidentes sobre os agentes exibidores por conta da insegurança associada ao investimento na adaptação do parque exibidor, num contexto de incerteza quanto aos parâmetros de interoperabilidade a serem adotados pelo Brasil. Clique aqui para ler o Termo de Recomendações da Câmara Técnica. A Diretoria Colegiada resolveu atender ao pleito e decidiu editar nova Instrução Normativa alterando a data para a obrigação de provimento dos recursos de acessibilidade pelas empresas exibidoras aos consumidores.

 

 

A partir de novembro de 2018, os cinemas deverão oferecer recursos de legendagem descritiva, audiodescrição e libras

De acordo com a Instrução Normativa nº 128, as salas de exibição comercial deverão dispor de tecnologia assistiva voltada à fruição dos recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Os recursos devem ser providos em modalidade que permita o acesso individual ao conteúdo especial, sem interferir na fruição dos demais espectadores. Cabe ao exibidor dispor de tecnologia assistiva em todas as sessões comerciais, sempre que solicitado pelo espectador. O quantitativo mínimo de equipamentos e suportes individuais voltados à promoção da acessibilidade visual e auditiva varia em função do tamanho do complexo.

O que foi alterado pela decisão de agora diz respeito aos prazos para a adequação à nova regra. Os grupos exibidores com mais de 20 salas de cinema têm até o dia 16 de novembro de 2018 para adaptar um mínimo de 50% das suas salas aos recursos de acessibilidade. Para os grupos de menor porte, a exigência para a data citada é de 30% de suas salas. Fica determinado o dia 16 de setembro de 2019 como prazo final para que todo o parque exibidor brasileiro ofereça ao público os recursos implantados de legendagem descritiva, audiodescrição e libras.

Aos distribuidores cabe disponibilizar cópias com os recursos de acessibilidade em todas as obras audiovisuais por eles distribuídas. Neste caso, as exigências previstas no normativo já estão plenamente em vigor.

Esta norma compõe o conjunto de ações empreendido pela ANCINE voltado à promoção do acesso visual e auditivo ao conteúdo audiovisual, que inclui também a Instrução Normativa nº 116, que dispõe sobre a obrigatoriedade da apresentação de recursos de acessibilidade nos projetos financiados com recursos públicos federais gerenciados pela Agência.

 

Fonte: Cineset

0

Tecnologia Assistiva: A inclusão de Surdo-Mudos no sistema de Ensino regular

 

Tecnologia Assistiva: O Estatuto da Criança e do Adolescente no § 1º do artigo 11 determina que a criança e o adolescente portadores de deficiência receberão atendimento especializado.
Tratando-se de crianças e jovens especiais, deficientes e PNE´s, o legislador buscou reforçar-lhes a garantia de atendimento médico e tratamentos específicos. Trata-se, portanto, de norma imperativa para os garantidores do sistema: não está apenas prevendo, programando, mas sim determinando que se ponha à disposição dos portadores de deficiência tratamento especial.

Ademais, sob o Título “Da Proteção Judicial dos Interesses Individuais, Difusos e Coletivos” o Estatuto da Criança e do Adolescente protege e assegura o oferecimento da oferta regular inclusiva nos estabelecimentos de ensino – “art. 208 – Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados à criança e ao adolescente, referentes ao não oferecimento ou oferta irregular: II – de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência;”.

O direito à educação conceitua-se como sendo o progresso de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social. A norma é constitucional: “art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” e o processo educacional visa a integral formação da criança e do adolescente, buscando seu desenvolvimento, seu preparo para o pleno exercício da cidadania e para o ingresso no mercado de trabalho.

O ensino é Direito Fundamental que permite a instrumentalização dos demais e sem conhecimento não há o implemento dos Direitos Fundamentais, a ignorância leva a uma passividade generalizada que impede questionamentos.

Educação é direito de todos sem distinção: Assegurá-lo é dever dos pais, através da matrícula na instituição de ensino; da sociedade, fiscalizando os casos de evasão escolar; do poder público, mantendo a oferta de vagas que permita o acesso à educação.

Portadores de necessidades especiais: devem ser contemplados com o número de vagas nos sistema educacionais capacitados, sendo dever do Estado ofertar vagas para a Educação Especial. A priori, não se exige que cada escola tenha classe especial, mas que dentro da rede regular de ensino se inclua os portadores de necessidades especiais de forma adequada, provendo apoio especializado para atender as peculiaridades, como acessibilidade.

A Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDB) – Lei nº 9.394/96, no artigo 58: “entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”.

Os alunos surdo-mudos precisam ser ensinados por um profissional que se expresse através de sinais, sendo a Libras — língua brasileira de sinais — a língua de sinais ou língua gestual usada pela maioria dos surdos dos centros urbanos brasileiros e reconhecida pela Lei nº 10.346/02, e garante a formação dos professores ao determinar oferta na formação dos profissionais da educação, conforme rege o artigo 4º “o sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, conforme legislação vigente”.

Buscando integrar e incluir os surdo-mudos, a Nota Técnica 05/11 do MEC/SECADI/GAB, fundamentada por meio dos Decretos n º 186/2008 e 6.949/2009, que preconiza que a garantia do direito à educação se efetiva por meio do acesso a educação inclusiva em todos os níveis. Na perspectiva inclusiva as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, por meio da Resolução no 4 CNE/CEB/2009 define, no artigo 1º, que cabe aos “sistemas de ensino matricular os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado – AEE […]”.

De acordo com essas Diretrizes, o AEE deve integrar o projeto político pedagógico da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas. Para a oferta deste atendimento, deve ser disponibilizado: professor para Atendimento Educacional Especializado, profissional para atuar em atividades de apoio, tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais, guia intérprete, entre outros.

A oferta do AEE é fundamental para a efetivação da proposta de educação bilíngue estabelecida no Decreto nº 5626/2005, que regulamenta Lei no. 10.436/2002, construído pelo Ministério da Educação em parceria com a Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos – FENEIS e demais órgãos governamentais e não governamentais.

De acordo com este Decreto, a educação bilíngue para estudantes com surdez caracteriza-se pelo ensino ministrado por meio da Língua Portuguesa e da Libra, devendo ser disponibilizados os serviços de tradutor/intérprete e o ensino da Libras para os estudantes. Para a efetivação da educação bilíngue, o Ministério da Educação desenvolve programas e ações, em parceria com os sistemas de ensino, dentre os quais se destacam:

1) Formação Inicial de Professores em Letras/Libras: com a finalidade de promover a formação de docentes para o ensino da Libras foi instituído o curso de Letras/Libras, por meio da Universidade Aberta do Brasil – UAB, envolvendo 18 instituições públicas de educação superior. Em 2006, o curso de graduação em Letras/Libras recebeu 450 matrículas na licenciatura, e, em 2008, mais 900 estudantes, sendo 450 na licenciatura e 450 no bacharelado. Em 2010, dois novos cursos foram instituídos pelas instituições federais de Goiás e Paraíba, nas modalidades, presencial e a distância.

2) Formação inicial de professores em curso de Pedagogia Bilíngue Libras/Língua Portuguesa – instituída, em 2005, no Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES/RJ, na modalidade presencial, na perspectiva da educação inclusiva, com matrícula de estudantes surdos e ouvintes.

3) Certificação de proficiência em Libras: Programa Nacional para a Certificação de Proficiência no Uso e Ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras e para a Certificação de Proficiência em Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa – PROLIBRAS. Até 2010, foram realizadas quatro edições do exame, em todas as unidades federadas, certificando 2.401 profissionais para o uso e ensino de Libras e 2.725 profissionais habilitados para os serviços de tradução e interpretação, totalizando 5.126 profissionais certificados. A partir de 2011, os exames do PROLIBRAS serão efetivados pelo INES, Portaria MEC no 20/2010.

4) Interiorizando Libras – Em 2003, o projeto Interiorizando Libras foi implementado em 24 estados, por meio de convênios firmados com a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – FENEIS, a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos – APADA/DF e a Universidade de Brasília – UnB. Esse programa contemplou 4 áreas distintas: ensino de língua portuguesa para surdos, Formação de Tradutor e Intérprete de Libras /Língua Portuguesa, Formação de Instrutores Surdos, Formação de professores para o uso de Libras. A partir de 2007, por meio do Plano de Ações Articuladas – PAR, os sistemas de ensino estadual e Distritos Federal, têm disponibilizado recurso para a organização e oferta dos cursos previstos nesta ação.

5) Formação Continuada de Professores na Educação Especial – UAB – em 2007 o Programa credenciou 14 Instituições de Educação Superior, ofertando 16 cursos de aperfeiçoamento e 2 de especialização, totalizando 8,5 mil vagas para professores em exercício na rede pública de ensino. Em sua segunda edição (2008), foram disponibilizadas 8 mil vagas em cursos de aperfeiçoamento e na terceira edição (2009), o Programa disponibilizou 11 mil vagas na Plataforma Freire, ofertadas em 3 cursos de especialização e 6 cursos de aperfeiçoamento. Na quarta edição (2010), o Programa disponibilizou 24 mil vagas para professores do AEE e de classes comuns do ensino regular, com oferta de 12 cursos de aperfeiçoamento.

6) Criação dos Centros de Formação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez – CAS – em parceria com as Secretarias de Educação dos Estados, Distrito Federal e Municípios, foram criados, em 2005, 30 CAS com o objetivo de promover a educação bilíngue, por meio da formação continuada de profissionais para oferta do AEE aos estudantes surdos e com deficiência auditiva e da produção materiais acessíveis a estes estudantes.

7) Implantação de Salas de Recursos Multi-funcionais – de 2005 a 2010, foram implantadas 24.301 Salas de Recursos Multi funcionais para a oferta de AEE aos estudantes público alvo da educação especial. As salas, contendo equipamentos e materiais didáticos e pedagógicos, já contemplam 83% dos municípios brasileiros, atingindo 42% das escolas com matricula de estudantes com deficiência matriculados no ensino regular.

8) Livros Didáticos e Paradidáticos em Libras – no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático – PNLD, foram disponibilizados, em 2006, 33.000 exemplares do livro didático de alfabetização, produzido no formato acessível Língua Portuguesa/Libras. Em 2007/2008 foram distribuídos 463.710 exemplares da coleção Pitanguá com o mesmo formato (língua portuguesa, matemática, ciências, geografia e história), destinados aos estudantes com surdez dos anos iniciais de ensino fundamental. Em 2011 estão sendo disponibilizados 254.712 exemplares da coleção Porta Aberta acessível em Libras.

9) Dicionários e Livros de Literatura bilíngue, Língua Portuguesa/LIBRAS: no âmbito do Programa Nacional da Biblioteca Escolar – PNBE foram disponibilizados, em 2005/2006, 15 mil exemplares de obras clássicas da literatura em LIBRAS, para as escolas públicas com matrículas de estudantes com surdez e 11 mil dicionários enciclopédicos ilustrados trilíngues (português, inglês e Libras), sendo beneficiadas 8.315 escolas do ensino fundamental que atendiam estudantes com surdez severa ou profunda. Em 2007, foi promovida a distribuição de 15.000 exemplares do Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue: Libras, Português e Inglês às escolas públicas com matrículas de estudantes com surdez. Em 2009, o MEC/FNDE inicia o processo de aquisição e distribuição de 23.465 exemplares do novo Dicionário Deit – Libras, para disseminação em escolas comuns de ensino regular.

À luz das deliberações da Conferência Nacional de Educação/2010, a meta 4 do Projeto de Lei nº 8.08.035/2010, que institui o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, prevê, no item 4.4, “manter e aprofundar programa nacional de acessibilidade nas escolas públicas para adequação arquitetônica, oferta de transporte acessível, disponibilização de material didático acessível e recursos de tecnologia assistiva, e oferta da educação bilíngue em língua portuguesa e língua brasileira de sinais – Libras”. Também, prevê no item 4.5, “fomentar a educação inclusiva, promovendo a articulação entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado complementar ofertado em sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em instituições especializadas”.

Veja que o assunto é amplo, complexo e exige, de certa forma, um conhecimento amplo da legislação inclusiva, agora abraçada também pela novel Lei 13.146/15, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que determina no artigo 28. “incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar: IV – oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas; XI – formação e disponibilização de professores para o atendimento educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio; XII – oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recursos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação;”, vedando ainda, qualquer forma de cobrança adicional: “§ 1o Às instituições privadas, de qualquer nível e modalidade de ensino, aplica-se obrigatoriamente o disposto nos incisos I, II, III, V, VII, VIII, IX, X, XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI, XVII e XVIII do caput deste artigo, sendo vedada a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades e matrículas no cumprimento dessas determinações. § 2o Na disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras a que se refere o inciso XI do caput deste artigo, deve-se observar o seguinte: I – os tradutores e intérpretes da Libras atuantes na educação básica devem, no mínimo, possuir ensino médio completo e certificado de proficiência na Libras; II – os tradutores e intérpretes da Libras, quando direcionados à tarefa de interpretar nas salas de aula dos cursos de graduação e pós-graduação, devem possuir nível superior, com habilitação, prioritariamente, em Tradução e Interpretação em Libras”.

O ENEM de 2017, inovou ao aplicar de forma experimental a prova em vídeo traduzida em Libras. Quem optou pelo tradutor-intérprete teve o auxílio de profissional capacitado em Libras para tradução das orientações gerais e para esclarecer dúvidas específicas de compreensão da língua portuguesa escrita, sem uma tradução integral da prova. O participante fez as provas em salas com até seis pessoas e com dois tradutores.
De certa forma, o que se busca é a humanização do acesso, trazendo para essas pessoas mais convivência e participação social. É o que busca uma sociedade democrática, séria e inclusiva.

Fabiano Rabaneda é advogado especializado em infância e juventude.

 

Fonte: folhamax

0

Tecnologia Assistiva: Rio vai sediar a primeira Feira Pessoas com Deficiência do estado.

 

Chega ao Rio a 1ª edição da Feira Cidade PcD, o maior evento de inclusão, acessibilidade, orientação e mobilidade para a Pessoa com Deficiência (PcD). De 1 a 3 de dezembro, a Arena 2 do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, será das 10h às 19h o ponto de encontro para quem busca tudo sobre PcD, com entrada gratuita e mil vagas de estacionamento liberadas. Tendo como padrinho o medalhista olímpico Clodoaldo Silva, a feira vai concentrar em um só lugar as melhores empresas fornecedoras de produtos e serviços, com uma série de atividades. São palestras, oficinas, dinâmicas, shows de música e dança (todos de PcD), food trucks, demonstrações de jogos como basquete e vôlei sentado, espaço para test drive de veículos também adaptados e até um balcão de empregos para impulsionar a entrada desse público no mercado.

Com similar no Brasil apenas em São Paulo, a feira é uma iniciativa do grupo Vetor BR Comunicação, que este ano lançou a revista PCD e o site www.universopcd.com.br. Foi o pontapé inicial para o projeto elaborado com instituições de pessoas com deficiência, como a ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação), Andef (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos), Afac (Associação Fluminense de Amparo aos Cegos) e Acadim (Associação Carioca de Distrofia Muscular), além da Imparh Soluções em Recursos Humanos. O evento atraiu também parceiros como os Ministérios da Saúde e do Esporte e a Prefeitura do Rio, que terá um estande para mostrar as principais ações do segmento desenvolvidas por diversos órgãos, entre eles, a Subsecretaria da Pessoa com Deficiência (Subpd).

Esportes adaptados – O medalhista olímpico Clodoaldo Silva fará as honras na abertura da feira que reunirá outros renomados desportistas, como a arremessadora de peso Rosinha Santos e o triatleta Robson Caetano, contando também com apresentações de basquete e vôlei sentado entre os esportes adaptados. Artistas como Gabriel do Cavaco e Sara Bentes animarão o público com suas canções no palco principal do evento, que ao longo dos três dias deve receber 15 mil pessoas, 6 mil delas com algum tipo de deficiência.

Negócios – Aluguel de cadeiras de rodas, venda e demonstração de próteses e órteses e produtos de tecnologia assistiva em geral integram o cardápio de negócios do evento, que terá ainda demonstrações de tratamentos como a Equoterapia (com cavalos da Polícia Militar) e a Cinoterapia (com cães da Guarda Municipal do Rio). Profissionais da saúde, educação, tecnologia e jurídico, entre outros setores, vão prestar as mais diversas orientações, como a retirada de documentos e passe especial, oferecendo ainda oficinas como as de dança de salão e pintura com a boca. Carros adaptados estarão disponíveis para testes, com consultores do Detran-RJ, da Subpd e especialistas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI) esclarecendo dúvidas e explicando detalhes sobre a isenção de impostos para a compra de veículos e retirada da Carteira de Habilitação especial.

“Muita gente não sabe, mas existem doenças que dão direito à compra do carro com descontos que podem chegar até 25%. Pessoas que fizeram mastectomia ou têm sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral), túnel de carpo e hérnia de estão entre as que podem contar com a redução expressiva de valor para adquirir um novo veículo. Por isso, informar está entre as prioridades desse evento inédito no Rio, mas que chega com a proposta de se repetir todos os anos”, adianta Denis Deli, um dos coordenadores da feira.

Dados PcD – Segundo dados do último Censo do IBGE, de 2010, cerca de 24% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o equivalente a 45 milhões de pessoas. Somente no Estado do Rio são quatro milhões entre os quase 17 milhões de habitantes. Os motores que movimentam este setor fazem circular por ano R$ 700 milhões nos municípios fluminenses, com o estado sendo o segundo maior mercado do segmento no país.

“O Rio é o segundo maior mercado do Brasil e merece ter um evento deste porte. Nossa expectativa é fazer deste o maior evento de inclusão social da história da cidade. Uma grande agenda cultural também foi preparada para toda a família. Artistas com e sem deficiência vão se apresentar em nosso palco e mostrar toda a diversidade cultural do nosso país, comprovando que a inclusão plena é possível”, comenta Deli.

Para receber os visitantes, a Cidade PcD contará com uma estrutura de acesso guiado que vai desde a saída da estação Cidade Olímpica, do BRT, até a chegada à Arena 2. Acompanhantes para pessoas com deficiência visual estarão na entrada do evento. No interior da Arena 2, banheiros adaptados e um ambiente climatizado foi cuidadosamente preparado para o maior conforto de todos.

 

Fonte: JB